Matheus Cunha é um dos 26 convocados para a seleção brasileira na Copa do Mundo e, atualmente, vive seu melhor momento na temporada. O atacante, que foi contratado pelo Manchester United neste ano, se tornou uma peça fundamental na equipe, ao lado de estrelas como Bruno Fernandes e Casemiro, que deixou o clube antes da concentração na Granja Comary.

Esse desempenho notável no clube inglês fez com que Cunha se tornasse titular na seleção, especialmente sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, que montou um esquema tático com quatro atacantes. Na visão do próprio jogador, a mudança na comissão técnica, que passou de Dorival Júnior para Ancelotti, teve um impacto positivo em sua evolução com a Amarelinha.

Cunha, que foi centroavante na conquista da medalha de ouro olímpica em Tóquio 2020, se adaptou ao longo de sua carreira, atuando em diferentes posições durante suas passagens pelo Atlético de Madrid e Wolverhampton. Agora, com o 4-2-4 proposto por Ancelotti, ele pode aplicar a função que desempenha no Manchester United, alternando entre as linhas de ataque.

"Meu segundo ciclo de seleção está muito mais parecido com o que eu jogo no clube. Com muito mais flutuações entrelinhas, em muitos momentos jogando propriamente como um meia", afirmou Cunha em entrevista coletiva na última sexta-feira (29). Essa versatilidade tem sido um trunfo para o jogador, que se destacou em sua nova função.

Ancelotti tem mostrado confiança em Cunha, que foi convocado para todas as listas do treinador, exceto uma, desde sua chegada. Embora ainda não tenha balançado as redes, o atacante foi titular em seis dos oito jogos possíveis durante esse período. Ele comentou sobre seu papel no United, onde costuma atuar mais pela esquerda e contribuir na criação de jogadas com Bruno Fernandes. Nesta temporada, Cunha foi crucial para garantir a vaga do Manchester United na Champions League, além de ajudar a equipe a conquistar a terceira posição na Premier League, somando dez gols em 33 partidas no campeonato.

O esquema tático de Ancelotti na seleção brasileira, que deve ser mantido na Copa do Mundo, é um 4-2-4, podendo variar para um 4-3-3. Cunha pode atuar tanto aberto quanto centralizado no meio-campo. Junto a ele, Vinicius Júnior e Raphinha têm suas vagas garantidas no ataque. A última posição está em disputa entre Estêvão e João Pedro, especialmente após os cortes dos atacantes do Chelsea.

"Nos períodos em que tivemos a oportunidade, é gratificante saber que foi bem aproveitado. Não só por nós quatro, mas outros atacantes quando entraram também conseguiram se adaptar às funções que o Ancelotti pede. Depende do mister, de quem ele quer que exerça a função naquele momento. Todos estarão preparados", destacou Cunha.

A seleção brasileira, sob a orientação de Ancelotti, priorizou o ataque nesta convocação, com a inclusão de nove atacantes e apenas cinco meio-campistas, o que resultou no corte de Andrey Santos. Para Cunha, a formação que o Brasil usará na Copa do Mundo não é algo fixo, podendo ser alterada conforme o adversário e o andamento do jogo. "Essas questões táticas são ilusórias em muitos momentos. A gente começa jogando de uma forma, mas durante o jogo estamos acostumados a nos adaptar e mudar", afirmou o atacante.

Na Granja Comary, em Teresópolis, Ancelotti busca definir as últimas posições do time titular antes da Copa do Mundo. O Brasil viajará para os Estados Unidos nesta segunda-feira (1º), onde ficará concentrado durante o torneio, após o amistoso contra o Panamá no Maracanã. A estreia da seleção na Copa do Mundo será contra Marrocos, em Nova Jersey, no dia 13 de junho, e o grupo C promete ser desafiador para a equipe brasileira.